Realizamos hoje mais uma coleta de depoimento para o projeto de constituição de acervo audiovisual. O entrevistado foi o Sr. Gerson, marceneiro e artesão. Ele falou sobre o processo de construção de tronos, altares e centros de mesa para a Festa do Divino, e também se lembrou de aspectos da vida cotidiana da cidade no passado.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Ação Educativa - Museu Anfitrião
Recebemos hoje em nossa Casa a visita das crianças e adolescentes participantes do projeto “Colônia de Férias”, citado na postagem anterior. Nessa segunda etapa do trabalho educativo os jovens participaram de uma visita guiada pelo Museu. Contando com a curiosidade natural dos pequenos, exploramos cada ítem do acervo, desenvolvendo conceitos e conhecimentos sobre a história da Casa, dos objetos, dos hábitos sociais do passado, entre outros. Após o circuito houve uma gincana com perguntas relacionadas às informações trabalhadas na palestra e na visita.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Atividade educativa na Escola John Kennedy
A equipe do Museu Casa Histórica de Alcântara esteve hoje na escola John Kennedy, a convite dos organizadores do projeto “Colônia de Férias”. Essa iniciativa, desempenhada anualmente pelo Frei Silvino, da Igreja Católica, traz todo ano, na época das férias escolares, crianças e jovens das agrovilas do Município para passarem alguns dias na cidade onde fazem passeios, participam de oficinas e capacitações, entre outras atividades. A educadora da Casa, Liz Renata, promoveu palestra sobre a importância da memória e da preservação, convidando a todos para uma visita a nossa instituição.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Entrevistas: Sr.Moacir e Sr. Antônio
| Sr. Moacir |
Mais dois depoimentos para o projeto de constituição do Acervo Audiovisual do Museu Casa Histórica de Alcântara foram coletados hoje. Registramos as conversas com Moacir Amorim, 73 anos, coordenador da Festa do Divino e com o Sr. Antônio de Coló, 63, artesão responsável pela confecção dos ornamentos, caixas e altares da mesma Festa. Nativos de Alcântara, ofereceram informações valiosas sobre aspectos da vida cotidiana da cidade no passado. Falou-se também da Festa do Divino, do processo de confecção das caixas e demais equipamentos e ornamentos para o festejo e sobre a tradição das Caixeiras. Mais uma vez o trabalho foi realizado pelos técnicos da Casa, Hélder, Liz e Daniel, e pela equipe da ONG Comunica Alcântara. A diretora do Museu, Karina Costa, que tem feito os contatos prévios com os entrevistados, acompanhou a coleta.
| Sr. Antônio |
| Hélder, Daniel, Karina, Sr. Moacir e Liz |
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| Hélder, Liz, Daniel, Sr. Antônio e Karina |
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Constituição de acervo audiovisual
Iniciamos hoje o trabalho de constituição de um acervo audiovisual no Museu Casa Histórica de Alcântara. Os técnicos Hélder, Liz Renata e Daniel, em conjunto com a equipe da ONG Comunica Flaudinéia, Joice e Hiago, realizaram a primeira entrevista do projeto, que começou com o pé direito: a entrevistada foi Marlene Silva, a Malá, caixeira-mor da cidade de Alcântara, depositária de saberes e memórias valiosos. O objetivo da ação é compor um acervo de entrevistas com pessoas da cidade e região, colaborando na preservação e valorização da memória local. Futuramente, este material será disponibilizado pesquisa ao público.
| A partir da esquerda: Flaudineia, Joice, Sra. Marlene e Hiago |
| A partir da esquerda: Daniel, Liz, Sra. Marlene e Helder |
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
AS MADEIRAS EMPREGADAS NO MOBILIÁRIO
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| Rugendas - "Derrubada da Floresta" |
Um dos aspectos que podem ser estudados com relação ao mobiliário é o que se refere às matérias primas utilizadas em sua confecção. Esse olhar aponta as relações das pessoas com o meio ambiente, indica padrões de consumo e mesmo a mentalidade do homem quanto ao seu lugar no planeta.
Em relatos de viajantes, eclesiásticos e outros do período colonial, e em inventários, pode-se apreender as madeiras usadas na construção de móveis, uma vez que havia preocupação em indicar a espécie da madeira empregada. Durante todo o período colonial e mesmo depois as árvores foram sistematicamente extraídas para o uso da madeira. Os artífices produtores de móveis de Portugal logo adotaram as madeiras brasileiras, que às vezes voltavam ao Brasil já na forma de móveis.
As madeiras citadas em documentação colonial, segundo Tilde Canti, eram conduru, suaçucanga, jacarandá, vinhático, cedro, jequitibá, jucuiaça, mecetayba, pau-santo, carvalho, angelim, canela preta e branca, sebastião arruda, gonçalo alves, cabiúna. Havia no Brasil “grande fartura de madeiras de lei, de beleza e qualidade próprias para o trabalho de marcenarias e talha fina”.
A preocupação lusitana com suas frotas navais foi responsável por criar o termo “madeira de lei” ou ainda “pau real”. A fim de garantir a preservação de árvores que serviam para armação de embarcações, a coroa portuguesa começou, a partir de 1698, a editar ordens e leis que visavam evitar a derrubada desordenada dessas madeiras. Foi feito um esforço de inventariar as reservas de madeiras de lei, e criado um sistema de fiscalização que deveria se encarregar do controle desses recursos; a incompetência e a corrupção derrubaram, na prática, essas iniciativas. O governo tentou evacuar áreas onde ocorriam essas madeiras, criando “reservas”. Os mananciais situados em fazendas de proprietários sofreram intervenção: os fazendeiros deveriam obter permissão para abater essas árvores, e deviam vender a madeira para agentes ligados ao governo a preços tabelados. Eles resistiram violentamente a essas regulamentações, organizando boicotes, descumprindo as leis e, em muitos casos, queimando toda a madeira de lei existente em seus domínios para evitar aborrecimentos com o governo... Os liberais também foram críticos a esse modelo, considerando insuportável o monopólio governamental sobre o setor de madeiras de lei. As madeiras de lei mais conhecidas eram tapinhoã (a preferida por ser resistente a parasitas marinhos), sucupira, canela, canjarana, jacarandá, araribá, pequi, jenipaparana, peroba, urucurana, vinhático. Essas madeiras têm como característica comum a ocorrência apenas nas florestas primárias, de cultivo humano inviável economica e ecologicamente e de crescimento lento. Uma vez derrubadas essas formações, é provável que nunca mais pudessem se recuperar.
Ainda na década de 1970 um único exemplar de jacarandá, com dois metros de diâmetro, podia alcançar o preço de 2000 dólares no mercado, o que tornava a atividade muito rentável e compensava os riscos de executá-la.
Bibliografia:
CANTI, Tilde. O móvel no Brasil: Origens, evolução e características. Rio de Janeiro: Cândido Guinle de Paula Machado, 1985.
DEAN, Warren. A Ferro e Fogo – A história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. pp. 150-155.
Imagem:
Texto e pesquisa: Daniel Rincon Caires
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Reunião com Professores da Escola Caminho das Estrelas
Os técnicos do Museu Casa Histórica de Alcântara Hélder Mello (Museólogo), Liz Renata (Educadora) e Daniel Caires (Historiador) se reuniram hoje com o corpo docente da Escola Caminho das Estrelas. No encontro foram apresentados projetos pedagógicos elaborados pela equipe do Museu, e firmou-se uma parceria da Escola com a Instituição. Uma cópia do portfólio das atividades educativas do Museu foi entregue ao diretor da escola.
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