O Museu Casa Histórica de Alcântara em parceria com a Secretaria de Assistência Social deram início a um projeto experimental com os idosos do grupo “Alvorecer da terceira idade”. A proposta é realizar ações envolvendo saúde, aprendizado e lazer com idosos de Alcântara. Assim, a primeira atividade que aconteceu no dia 13 de julho consistiu em um alongamento na praça em frente a Casa Histórica de Alcântara no amanhecer, conduzida pela educadora física Gioseanny Pinho e acompanhada por técnicos e pela diretora do MCHA. Ao final da atividade os idosos foram convidados para um café da manhã saudável no museu.
sábado, 16 de julho de 2011
“Viver bem em todas as idades”
O Museu Casa Histórica de Alcântara em parceria com a Secretaria de Assistência Social deram início a um projeto experimental com os idosos do grupo “Alvorecer da terceira idade”. A proposta é realizar ações envolvendo saúde, aprendizado e lazer com idosos de Alcântara. Assim, a primeira atividade que aconteceu no dia 13 de julho consistiu em um alongamento na praça em frente a Casa Histórica de Alcântara no amanhecer, conduzida pela educadora física Gioseanny Pinho e acompanhada por técnicos e pela diretora do MCHA. Ao final da atividade os idosos foram convidados para um café da manhã saudável no museu.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Sobre museus e marmitas
Os objetos expostos num Museu carregam sentidos sociais profundos: observar tais peças pode revelar valores e mentalidades. Essa constatação se corporificou quando, alguns dias atrás, um visitante fez um comentário jocoso sobre uma marmita exposta na Sala de Refeições do MCHA. Espantado ao ver tal objeto no meio de louças finas, ele deixou claro que o considerava mais adequado às cozinhas populares que aos solares e sobrados senhoriais.
Pensando em suas palavras, percebemos que, dentro de uma determinada leitura, a marmita está associada à pobreza. Isso talvez se deva à ligação do objeto com o universo do trabalho. Num país onde a herança escravista ainda marca as mentalidades, trabalho e pobreza aparecem como naturalmente relacionados, o que por si só já serve para excluir as marmitas das cozinhas senhoriais. Mais que isso, as marmitas estão associadas a um tipo específico de trabalho, daqueles que ou sejam tão mal remunerados que não permitam outra solução alimentar (como o recurso a um restaurante, por exemplo), ou que também não permitam ao trabalhador dispor de seu tempo com autonomia, ou seja, que impeçam que ele se conceda um horário de refeição longe do local de trabalho. Frequentemente as duas situações andam juntas. O termo bóia-fria talvez seja a conjunção semântica mais completa dessas ideias todas. Dessa forma, neste tipo particular de mentalidade, trabalho, pobreza e marmitas aparecem como elementos componentes de um mesmo universo.
É evidente que a marmita deve ter tido outros empregos e significados, e que em outras épocas e em lugares diferentes ela tenha simbolizado outros valores sociais. No plano regional, por exemplo, a marmita serve para poupar as pessoas da penosa caminhada do trabalho à residência debaixo do escaldante sol maranhense, que a pino é quase insuportável. Isso mostra que o significado de cada objeto vai variar de acordo com a procedência, com a idade e as demais características do visitante.
Elucidar os significados históricos dos objetos que compõe os acervos dos Museus, ou seja, decifrar a trajetória da criação, do uso e dos papéis simbólicos que eles assumem dentro das sociedades é tarefa da pesquisa histórica. Essa atividade promove o reconhecimento dos valores e mentalidades ao longo do tempo, e seus frutos podem servir como poderosas ferramentas educativas: se o Museu conseguir levar o visitante a refletir sobre suas formas de olhar o mundo, terá cumprido plenamente o seu papel.
Foto: Sylvana Lobo
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Documentação e acervo
Um documento do final do século XVIII forneceu mais informações sobre uma das peças de nosso acervo. Trata-se de um registro da eleição dos oficiais que serviriam a Câmara da Vila de Alcântara, ocorrida em 1786, onde se fez referência a um cofre com três fechaduras que guardava os pelouros com os nomes dos potenciais servidores. As chaves estavam em poder de pessoas diferentes, o que garantia que só com anuência unânime se poderia acessar seu conteúdo. Ainda que não haja condições de confirmar ser o cofre citado no documento o mesmo em poder do MCHA, o texto permite compreender as funções deste tipo de peça de mobiliário, apontando seu caráter extradomiciliar, mais adequado às necessidades do poder público e de instituições comerciais.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Atividades Educativas desta Semana
A educadora do MCHA e alunos do curso técnico em Meio Ambiente do IFMA durante a atividade de visitação.
Esta semana a educadora do MCHA, Liz Renata Dias, conduziu alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do IFMA para uma visita de observação de impactos sobre o patrimônio histórico e natural de Alcântara. A educadora que recentemente concluiu o mestrado em Sustentabilidade de Ecossistemas pela UFMA foi convidada pela professora Daniele Rocha para participar da atividade, a qual foi realizada nas principais áreas de visitação turística da cidade.
Outra ação desenvolvida em parceria entre o Museu Casa Histórica de Alcântara e o Instituto Federal de Educação do Maranhão é o Cine Temático. Trata-se de uma ação educativa proposta pelo MCHA, a qual consiste na exposição de vídeos curtos sobre uma temática específica atrelada a um debate. Priorizando temas sociais com enfoque sobre a cidade de Alcântara, neste mês de maio foi realizada a abertura no dia 12 com o tema “Mercado de Trabalho e Qualificação Profissional” direcionado para o público jovem. A educadora do MCHA, Liz Renata Dias, e a psicóloga do IFMA, Valéria Cardoso promoveram o debate sobre o tema. A Secretaria de Cultura do Município, através do Cine Culturarte, também é parceira do projeto.
Abertura do Cine temático no Cinema municipal.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Semana Nacional de Museus no MCHA - Leitura de Objetos
As ações educativas comandaram a Semana Nacional de Museus na Casa Histórica de Alcântara. De 16 a 20 de maio vários estudantes participaram do projeto Leitura de Objetos, idealizado pela historiadora Circe Bittencourt e adaptado pela equipe educativa do MCHA. A partir da temática “Escravidão”, definida em função da proximidade com o dia 13 de maio (data da abolição da escravatura), foram escolhidos alguns objetos do acervo para desenvolver a atividade, cujo enfoque foi o trabalho, o suplício e as formas de lazer dos escravos. A finalidade dessa proposta é estimular a reflexão, a curiosidade e a criatividade dos alunos, reduzindo o caráter de passividade na observação do patrimônio local. A ação foi dividida em quatro momentos. Inicialmente os alunos eram divididos em grupos para analisarem um objeto a partir de um roteiro de 9 questões previamente definidas. Após a análise, era entregue ao grupo uma imagem para relacionarem o objeto e a figura, potencializando o processo de conhecimento e reflexão. No terceiro momento todos os grupos eram reunidos e apresentavam a leitura realizada sobre o objeto e a imagem. Nesta etapa promovia-se uma discussão e reflexão conjunta. A finalização dava-se com uma produção artística dos alunos sobre o entendimento do que havia sido abordado nas quatro etapas, culminando com a exposição dos trabalhos a partir da próxima semana. Sendo direcionada para estudantes do ensino fundamental maior, participaram desta atividade alunos das escolas John Kennedy e Inácio Viveiros Raposo.
Premiação
Esta semana ocorreu a premiação dos melhores trabalhos de produção textual enfocando o museu Casa Histórica de Alcântara a partir da visita realizada por uma turma do Instituto Federal de Educação do Maranhão de Alcântara na disciplina de língua portuguesa. Seguem os trabalhos de cunho narrativo premiados.
§ "O Casarão: a chegada de Joana e a vingança de Serafina" (Antonino e Raine)
§ "Historiador de Sonhos" (Gelson e Wesley)
§ "Viagem maldita" (Nalisson, Helen Caroline e Fábio)
Semana Nacional de Museus no MCHA - Museu Anfitrião
A Semana Nacional de Museus contou ainda com ações do projeto Museu Anfitrião, cuja finalidade é estimular e ampliar a visitação do público local, trabalhando o museu como espaço de conhecimento. Estudantes do ensino fundamental 1 e professores da escola Caminho das Estrelas conheceram o museu, como etapa do processo de definição e implementação de projetos educativos através da parceria museu escola.
Assinar:
Postagens (Atom)


